A temperatura corporal varia normalmente ao longo do dia. É mais baixa pela manhã e atinge o seu valor máximo ao início da noite.
De um modo geral, o valor de referência para a febre é 38ºC. Para sermos mais precisos, e de acordo com a Direcção-Geral da Saúde, considera-se febre, a partir de:

A febre na criança, apesar de poder causar ansiedade e preocupação para os pais e cuidadores, deve ser entendida como um mecanismo de defesa do organismo à inflamação ou infeção. Uma febre elevada nem sempre significa a existência de uma doença grave.
Assim, é importante observar a criança no seu todo, estar atento ao seu comportamento, sobretudo após baixar a temperatura, e aos sinais de alerta.
Sinais de alerta
- Dificuldade respiratória – lábios e extremidades cianosadas (azulados)
- Choro persistente, difícil de consolar
- Dor de cabeça, confusão
- Prostração, sonolência excessiva
- Convulsão febril
O que deve fazer
- Oferecer água e/ou leite, sem forçar
- Vestir a criança de acordo com a sensação de frio ou calor
- Se a criança estiver desconfortável, administrar antipirético (paracetamol ou ibuprofeno)
- Vigiar sinais de alerta
- Reavaliar temperatura corporal até hora e meia após medidas aplicadas
O que não deve ser feito
- Não dar banho e utilizar compressas frias
- Não forçar a alimentação
Em situações mais graves deve procurar a ajudar de um médico especialista. Aconselhamos que o faça quando o seu filho:
- Apresentar sinais de alerta
- Tiver idade inferior a 3 meses
- Tiver temperatura corporal superior a 40ºC
- Tiver doenças crónicas associadas
- Tiver febre persistente por 5 dias ou se ressurgir após 2 a 3 dias de temperaturas normais