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Habitualmente o organismo tem uma resposta fisiológica para adaptar-se e ajustar-se a estímulos internos e externos. Na síndrome de Burnout, existe uma persistência de todos estes estímulos, o que provoca no indivíduo um esgotamento de hormonas, vitaminas, sais minerais, aminoácidos, enzimas, entre outros.

Os sintomas de Burnout são normalmente despoletados por um ambiente de trabalho hostil, com exagerada tensão emocional e stress. Nestas situações o trabalhador não consegue desenvolver as suas atividades diárias de forma saudável, seja pelo ambiente de trabalho, pelas condições de trabalho ou pela forma como se relaciona com os colegas, chefes ou público. Tem maior incidência em profissionais de saúde, educação e trabalhadores noturnos.

Os sinais mais comuns desta síndrome são a tensão e exaustão emocional, agressividade ou passividade, insatisfação, tristeza e sentimento de solidão, distúrbios de sono, dores de cabeça e enxaquecas, imunodeficiência, diminuição da libido e do desejo sexual, gastrite ou úlcera digestiva, hipertensão e enfarte de miocárdio. Como consequência, o aparecimento destes sintomas pode levar ao consumo abusivo de álcool, tabaco, café e substâncias ilícitas, assim como medicação para dormir e tranquilizantes. Em casos mais graves, pode levar a um comportamento de alto risco e até suicídio.

Sempre que surjam estes sintomas, o paciente deve procurar a ajuda do seu médico de Medicina Geral e Familiar, que após uma primeira avaliação o poderá encaminhar para um especialista. Em algumas situações, o médico pode também sugerir programas especializados neste tipo de diagnóstico, tratamento e seguimento em clínicas que englobem atividade física, análises, consultas de psicologia e nutrição, e caso seja necessário outras especialidades. Poderão também ser realizados alguns exames para um diagnóstico mais preciso, nomeadamente análises clínicas.

O tratamento da Síndrome de Burnout passa pela redução da carga horária ou em casos mais graves, por licença médica indicada pelo terapeuta e aprovada pela empresa que pode passar por semanas ou mesmo meses. O paciente deve descansar o mais possível, evitar o stress, dormir ou ser ensinado a ter um sono reparador.

Deve também fazer atividades lúdicas como exercício físico com especial enfoque nas caminhadas, cinema, dança, leitura, maior correlação com a família, psicoterapia e momentos de descontracção. Deve evitar o consumo de tabaco, álcool, café e substâncias ilícitas e consultar uma nutricionista para estabelecer o plano alimentar mais adequado. Eventualmente poderá necessitar de antidepressivos, sempre e somente com prescrição médica.

O objetivo passa por ter um dia a dia mais saudável, sem excessos, sem pressão, com tempo para se alimentar corretamente e dormir. Se possível, mude o ambiente de trabalho e as suas actividades. Viva a sua vida de forma saudável e ativa. Saia da rotina.

Respeite os seus limites e ao invés de chegar ao estado de esgotamento mental e físico, esgote-se de felicidade.

 

 

Artigo escrito por Dr. Pedro Abreu, médico de Medicina Geral e Familiar na Cintramédica

 

 

 

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