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A cervicobraquialgia é uma dor que afeta o pescoço (cervicalgia) e irradia para o membro superior (braquialgia), podendo ser uni ou bilateral (os dois braços). Habitualmente a cervicalgia está direta ou indiretamente relacionada com a rigidez (contratura) dos músculos do pescoço, podendo evoluir em dores na região da nuca, dores de cabeça, tonturas, alterações da visão e mal estar geral.
A braquialgia pode, por sua vez, associar-se a sensação de formigamento (parestesias) e diminuição de força nos braços, antebraços e mãos.

Esta é uma dor que afeta cerca de 20% da população, provocando limitações funcionais nas atividades laborais e nas tarefas da vida diária, podendo também gerar estados de ansiedade e stress emocional que condicionem a qualidade de vida. As causas mais frequentes envolvem deformações (alterações degenerativas) provocadas pelo desgaste da coluna cervical (pescoço), podendo afetar os discos na forma de Protusão ou Hérnia Cervical, os ligamentos e o osso na forma de Osteófito e Estenose do canal vertebral.

A “ verdadeira” cervicobraquialgia é aquela que geralmente surge de uma irritação das raízes nervosas cervicais baixas, em especial das vértebras C5, C6, C7 e C8.
Muitas vezes a posição de deitado agrava a dor e raramente o repouso na cama melhora, dificultando o descanso noturno. Este facto explica-se pela ação da gravidade. A circulação de retorno nas veias da cabeça e pescoço é dificultada na posição de deitada e facilitada na posição de pé, o que favorece a êxtase venosa na posição de deitado, provocando uma maior congestão e irritação a nível da raiz nervosa.

As raízes afetadas com mais frequência são a C6 e C7, já que é a este nível que se encontram a maioria dos processos degenerativos cervicais, visto tratar-se da zona cervical biomecânicamente com mais mobilidade em flexão-extensão.

O que é Mielopatia Espondilótica Cervical ?

As deformações da coluna vertebral provocam uma redução do diâmetro do canal, ocupado pela medula que, habitualmente está rodeada por uma “almofada” de poucos milímetros de líquido. Quando as lesões degenerativas atingem a medula, tocando-a ou comprimindo-a, pode surgir o quadro clínico de sofrimento medular.

 

Artigo escrito pelo Dr. Martin Lorenzetti, médico de Neurocirurgia na Cintramédica.

 

 

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