Shares

A fasceíte plantar é a inflamação da banda espessa de tecido fibroso que se estende do calcanhar aos dedos dos pés, designada por fáscia plantar. Esta banda está recoberta de gordura e ajuda a suportar e a absorver os impactos do pé contra o solo.

A fasceíte plantar é a causa mais comum de dor no calcanhar e habitualmente representa uma dor aguda logo nos primeiros passos da manhã (após o acordar) acentuando-se após longos períodos de pé ou na mudança de posição de sentado para de pé.

Quando a fáscia plantar é muito curta o arco do pé apresenta-se mais acentuado, mas quando é mais longa, o arco torna-se achatado, dando origem ao designado “pé chato”.

Fatores de risco

Apesar de não serem totalmente conhecidas as causas da fascite plantar, existem alguns fatores de risco para o desenvolvimento da doença:

• Excesso de peso
• Diabetes
• Gravidez
• Atividade desportiva em carga (correr, saltar, dançar)
• Idade
• Padrões anómalos da marcha
• Calçado inadequado
• Estar de pé muitas horas

Esta doença é mais comum entre as mulheres dos 40 aos 60 anos, uma vez que ao longo da vida a fáscia perde a sua elasticidade e a camada de gordura torna-se mais fina e menos protectora.

Sintomas

O principal sintoma é a dor no calcanhar, que numa fase inicial se manifesta ao sair da cama de manhã e agrava-se após longos períodos de pé ou ao subir escadas. Habitualmente, a dor assemelha-se a uma pontada no calcanhar e tende a aliviar com o caminhar, e a agravar-se ao final do dia. Quando ignorada, a fascite pode evoluir para um quadro de dor crónica, afetando as atividades do dia-a-dia, a marcha e potencialmente causar problemas a nível do joelho, anca e coluna.

Diagnóstico

O diagnóstico da fascite baseia-se na história clínica do paciente e em alguns exames médicos, que ajudam a avaliar os reflexos, a força e o tónus muscular.

Exames mais comuns:
• Radiografia do pé
• Ressonância magnética

Como tratar a Fasceíte Plantar?

Na maioria dos casos (90%) os doentes recuperam após os primeiros meses de tratamento, não sendo necessário interromper a atividade diária, no entanto é recomendado diminuir o esforço e fazer atividades de menor impacto.

Numa primeira fase o tratamento passa por alterar o estilo de vida. Em caso de obesidade o doente deve perder peso, reduzindo a pressão exercida sobre a articulação. Caso pratique alguma atividade física deve fazê-lo de forma mais restrita ou optar por outra com menor impacto com o solo. Quando deixar de sentir dor e após 4 a 6 semanas de repouso, pode retornar gradualmente à atividade física.

Em casos mais graves, pode ser necessário recorrer à fisioterapia, ao uso de ondas de choque e de equipamentos próprios para estabilizar e reforçar a fáscia.

 

Marque a sua consulta

Shares