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No Dia Mundial da Consciencialização do Autismo, alertamos para a importância do diagnóstico precoce das Perturbações do Espetro do Autismo nas crianças, contribuindo para um crescimento e desenvolvimento mais saudáveis e para o bem-estar dos seus cuidadores.

Atualmente, o termo Perturbação do Espetro de Autismo (PEA), engloba terminologia de diagnóstico outrora utilizada, como:

    • Perturbação Autística / Autismo;
    • Síndrome de Asperger;
    • Perturbações Pervasivas do Desenvolvimento / Autismo atípico.

A expressão clínica das PEA é bastante variável. No entanto, destacam-se alterações na relação, comunicação e a nível dos interesses demonstrados. Verifica-se sobretudo dificuldade no relacionamento social e no contacto afetivo com as pessoas.

    • Dificuldade na reciprocidade a nível social e emocional
      • Dificuldade em estabelecer um diálogo e iniciar ou responder a uma interação social, assim como partilha de emoções, afetos ou interesses.
    • Défice na comunicação não verbal e comportamento na interação social
      • Não estabelecer contacto visual, desviando o olhar
      • Dificuldade em usar ou compreender linguagem corporal
      • Ausência de expressões faciais na comunicação não verbal
    • Défice no desenvolvimento, manutenção e compreensão de relações interpessoais
      • Ausência de interesse no contacto com outras crianças
      • Desinteresse em fazer amigos e partilhar brincadeiras
    • Comportamentos restritivos e repetitivos
      • Insistência no que é igual, dificuldade de adaptação a novas rotinas – rigidez comportamental
      • Apresentação de interesses fixos e restritivos
      • Repetição de palavras ou frases (ecolália)
      • Movimentos motores repetitivos (estereotipias): como abanar as mãos, balançar o corpo ou rodar em círculos
      • Hipo ou híper reatividade a determinados estímulos sensoriais – resposta desfavorável a sons, toque excessivo a determinado objeto, fascínio obsessivo por luzes ou determinados movimentos.

“Os sinais estão presentes desde uma fase inicial do desenvolvimento da criança, no entanto podem manifestar-se totalmente apenas quando as exigências a nível social excedem o limite das suas capacidades (…)” (Associação de Psiquiatria Americana, 2013).

É importante procurar esclarecimento junto dos profissionais de saúde, já que o diagnóstico é realizado através da avaliação dos sintomas e sinais relativamente ao comportamento e desenvolvimento que a criança apresenta. Sinais que têm um impacto significativo a nível social, comunicacional, ocupacional, entre outras áreas do funcionamento humano.

Atualmente, não existe cura para as PEA, no entanto o diagnóstico precoce é essencial para que sejam adotadas terapias personalizadas e individualizadas que contribuam para um melhor desenvolvimento e adaptação social da criança. O envolvimento da família, cuidadores e educadores neste processo é essencial. A criança com PEA deve ser cuidada de forma holística, tendo em consideração o ambiente e as pessoas em seu redor.

 

Referências bibliográficas:

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