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A dor crónica é, segundo a definição da International Association for the Study of Pain (IASP), uma experiência multidimensional, desagradável, envolvendo não só um componente sensorial mas também um componente emocional e que se associa a uma lesão real e concreta ou potencial.

É geralmente definida como uma dor persistente ou recorrente durante pelo menos 3 – 6 meses, que muitas vezes persiste para além da cura da lesão que lhe deu origem, ou que existe sem lesão aparente.

No campo da saúde mental, a dor crónica provoca frequentemente insónias, ansiedade, depressão e cansaço.

Em Portugal estima-se que cerca de 30% da população sofra de dor crónica.

 

Principais Causas

Podem ser várias as causas de uma dor crónica, tais como:

  • Traumatismos, cirurgias e queimaduras
  • Doenças inflamatórias: Artrite Reumatóide
  • Tumores e consequências do seu tratamento: Quimioterapia e Radioterapia
  • Diabetes: Neuropatia Diabética
  • Causas musculares: Contraturas musculares
  • Patologia degenerativa das articulações: Artrose
  • Patologia degenerativa da coluna: Radiculopatias, Lombalgias e Cervicalgias
  • Doenças infecciosas: Zona e VIH
  • Doenças vasculares: Doença arterial periférica, Dor pós-AVC
  • Fibromialgia

 

Formas de apresentação da Dor

A dor pode apresentar-se de várias formas, são disso exemplo a Dor Somática, a Dor Visceral e a Dor Neuropática.

A Dor Somática caracteriza-se por ser uma dor bem localizada que segue o trajecto do nervo, pode ser uma dor superficial (ao nível cutanêo) ou mais profunda. Pode ser constante ou intermitente, frequentemente assemelha-se à dor representada por “uma dentada de cão” ou uma cólica.

A Dor Visceral é uma normalmente mal localizada e pode ser de carácter intermitente ou constante, com uma irradiação difusa e surge sob a forma de um aperto ou cólicas. Não apresenta qualquer grau de destruição tecidular.

Por fim, a Dor Neuropática, é qualificada como uma dor bem localizada na zona de inervação de determinado nervo, pode corresponder a uma inflamação, a um processo destrutivo ou até mesmo associada à compressão do tecido nervoso. Se o tipo de manifestação da dor for semelhante à sensação de queimadura, por vezes com alguma difusão, denomina-se como dor disestésica. Caso se manifeste como uma dor lancinante ou cortante, denomina-se como nevralgia.

 

Impacto no paciente

A dor é uma experiência pessoal, isto é, só o paciente que se encontra nessa situação é que pode descrever como é, o que sente. No entanto é necessário fazer uma avaliação à dor, ainda que que seja algo bastante complexo. Existem instrumentos de avaliação mais simples, que apenas fazem um diagnóstico da intensidade da dor, e uns mais complexos, que avaliam várias dimensões da dor. Cada um deles deve ser adaptado a cada tipo de situação/paciente.

Para além do sofrimento que esta condição causa as repercussões são tanto na saúde física como mental, de tal forma que acaba por interferir na qualidade de vida pessoal. Em certos casos estas consequências ultrapassam o paciente afectando as suas relações pessoais, como a família e amigos.

A ansiedade, distúrbios de sono, depressão, alteração das rotinas diárias, relações sociais alteradas e abandono do posto de trabalho, são alguns dos exemplos práticos da forma como a Dor Crónica pode ter impacto nos doentes.

 

Conselhos

O melhor conselho que podemos apresentar é que procure ajuda profissional.

À semelhança das outras doenças crónicas, a dor crónica não tem cura mas pode e deve ser tratada. Atualmente existem vários tratamentos disponíveis que permitem melhorar bastante a qualidade de vida das pessoas, ajudando a controlar a dor.

A Consulta da Dor Crónica ajuda a estabelecer soluções de tratamento a quem sofre de dor crónica, com apoio especializado e capacidades terapêuticas adequadas a cada doente.

 

Referência Bibliográfica:

  • Alice Cardoso, 1999, Manual de Tratamento da Dor Crónica, Lisboa, Lidel – Edições Técnicas.

 

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