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O que é?

Um embrião, em condições normais, implanta-se no endométrio que reveste a cavidade do útero. Quando o embrião se fixa noutro local trata-se de uma gravidez ectópica e representa cerca de 1% das gravidezes. O local mais frequente de implantação é a trompa de Falópio.

Normalmente o diagnóstico é feito no Serviço de Urgência após uma observação ginecológica, realização de análises e de ecografia pélvica.

 

Quais os sintomas?

Os sintomas mais frequentes são dor na região pélvica, agravada durante as relações sexuais e hemorragia vaginal.

A manifestação aguda de dor, hemorragia vaginal, perda dos sentidos e tensão arterial muito baixa são menos frequentes mas, quando ocorrem colocam a vida da paciente em risco. Este quadro clínico mais grave resulta da rotura da gravidez ectópica e traduz-se numa emergência cirúrgica.

 

Fatores de Risco
  • Doenças que afetam as trompas
  • Cirurgias previamente realizadas aos órgãos reprodutores
  • Técnicas de reprodução medicamente assistida
  • Utilização de DIU (dispositivo intra-uterino)

 

Opções de Tratamento

Existem três opções terapêuticas e a sua escolha fundamenta-se em vários critérios como o tempo de atraso/falta de menstruação, as dimensões da massa detetada na análise ecográfica, a presença de batimentos cardíacos do embrião, a existência de sangue dentro do abdómen, a dor latente e os níveis de beta-HCG (uma hormona doseada no sangue).

As modalidades de tratamento são:

  • Atitude expectante (apenas vigiar);
  • Administração intramuscular metotrexato, o qual irá destruir as estruturas gestacionais, implicando doseamentos seriados de beta-HCG;
  • Abordagem cirúrgica que, consoante vários fatores, poderá ser feita através de uma incisão clássica ou por laparoscopia (cirurgia minimamente invasiva).

Em qualquer caso a mulher deve ser abertamente esclarecida acerca do plano terapêutico proposto pela equipa médica.

Após o tratamento é importante o acompanhamento numa consulta de Ginecologia e o aconselhamento sobre uma futura gravidez.

 

 

Artigo escrito pelo Dr. Carlos Veríssimo, Médico de Ginecologia e Obstetrícia na Cintramédica

 

 

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