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De acordo com SPEM a esclerose múltipla (EM) é uma doença crónica, auto-imune, inflamatória e degenerativa que afeta o Sistema Nervoso Central.

Esta doença destrói a mielina, o que impede uma adequada comunicação entre o cérebro e o corpo. Por outro lado, o processo inflamatório que ocorre nesta doença lesiona as próprias células nervosas, o que pode levar a uma perda permanente de diversas funções, dependendo dos territórios afetados.

Estima-se que mundialmente existem cerca de 2.500.000 pessoas com esta doença, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, e em Portugal mais de 8.000 (0.08%). Contudo, de acordo com um estudo realizado no nosso país, dois terços dos portugueses não sabem o que é a Esclerose Múltipla.

Esta doença é mais comum no adulto jovem, e surge habitualmente na terceira década de vida, com o dobro da frequência no sexo feminino. Na maioria dos casos é diagnosticada entre os 20 e os 50 anos, embora possa afetar pessoas com idades entre os 2 e os 75 anos.

 

O que causa a esclerose múltipla?

A causa exacta desta doença é desconhecida, no entanto admite-se que existem diversos factores de natureza genética, imunológica, viral, bacteriana, ambiental (dieta, toxinas industriais presentes no solo ou na água), níveis reduzidos de vitamina D, alergias, trauma físico, entre outros que podem contribuir para o seu surgimento.

Contudo, não se trata de uma doença contagiosa nem de transmissão hereditária.

 

Quais são os sintomas da esclerose múltipla?

Os sintomas da Esclerose Múltipla são variáveis, imprevisíveis e dependem das áreas do sistema nervoso central que são afetadas. Não existe um padrão definido para a EM e todas as pessoas têm um conjunto diferente de sintomas, que variam ao longo do tempo e podem mudar em termos de gravidade e duração, mesmo na mesma pessoa. Não há duas pessoas que tenham exactamente os mesmos sintomas.

Os sintomas e sinais referidos na lista não são específicos e são predominantes em muitas outras situações clínicas.

  • Fadiga;
  • Alterações na marcha, sensação de rigidez, espasmos musculares e fraqueza;
  • Dormência, perda de sensibilidade ou formigueiros;
  • Problemas de visão e tonturas;
  • Problemas e disfunção de bexiga;
  • Disfunção sexual;
  • Alterações intestinais;
  • Dor;
  • Dificuldades cognitivas;
  • Alterações emocionais e depressão;
  • Alterações na fala e na deglutição;
  • Tremor;
  • Convulsões;
  • Problemas respiratórios;
  • Perda de audição.

 

Como é feito o diagnóstico?

Não existe nenhum teste laboratorial que seja específico para a doença e, como regra, é a ressonância magnética que permite confirmar a presença da Esclerose Múltipla.  Alguns exames neurológicos, como os potenciais evocados, também poderão revelar-se úteis.

 

Terapêutica e Reabilitação

Apesar de ainda não existir cura para a esclerose múltipla, muito se alterou ao longo dos últimos 30 anos, existe hoje em dia uma panóplia de fármacos eficazes na contenção da doença, evitando e espaçando os episódios de surto-remissão.

Para muitas pessoas com Esclerose Múltipla, a terapia farmacológica por si só não é capaz de tratar sintomas particulares de forma adequada, ou, em alguns casos, a progressão da doença. A Reabilitação é, por isso, um componente da gestão abrangente da doença que se concentra na função, e acrescenta estratégias não farma­cológicas para o cuidado da pessoa. O objetivo da reabilitação é melhorar e manter a função e a autonomia, uma componente essencial dos cuidados da Esclerose Múltipla.

 

Fonte:

  • Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla
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