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A Oximetria Noturna é um exame que mede a concentração de oxigénio no sangue enquanto a pessoa dorme. Este é um exame que pode ser requisitado no decorrer de uma consulta de Pneumologia ou Cardiologia. Conheça mais sobre este novo exame já disponível na Cintramédica.

 

Oximetria Noturna

A medição da concentração de oxigénio no sangue é um exame fundamental para o diagnóstico de patologias que tenham como característica a suspeita de uma baixa concentração de oxigénio no sangue. 

Naturalmente, os níveis de oxigénio no sangue baixam quando a pessoa faz algum esforço, como caminhar ou enquanto desempenha as tarefas do dia a dia. No entanto, quando existem baixas significativas de oxigénio, devem ser avaliadas, sendo um dos métodos disponíveis a medição de concentração de oxigénio periférica em repouso (Oximetria Noturna). Duas das principais indicações para este exame são a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) – onde se verificam paragens respiratórias no sono – e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC). Estas condições estão associadas a diminuição de oxigénio no sangue (hipoxemia).

 

No que consiste o exame?

A Oximetria Noturna consiste na colocação de um sensor no dedo médio e de um oxímetro no pulso. A razão porque se usa o dedo médio (e não o dedo indicador como numa oximetria “normal”) é porque é este que recebe mais oxigénio do que os outros dedos, uma vez que é irrigado pela artéria ulnar (na mão) e pela artéria radial (no braço). Deste modo, a oximetria noturna faz a leitura dos valores de oxigénio transportado pela hemoglobina e avalia, indiretamente, a perfusão sanguínea, ou seja, o fluxo cardíaco.
De maneira geral, 96% de concentração de oxigénio no sangue é considerado um valor normal, enquanto que valores na ordem dos 85% de concentração de oxigénio já são considerados uma dessaturação.

 

Diagnóstico e monitorização

Além da SAOS e da DPOC, a Oximetria Noturna pode ser prescrita para o diagnóstico de outras doenças, nomeadamente:

  • Patologias neuromusculares como a esclerose lateral amiotrófica
  • Alterações de oxigenação em patologias cardíacas, que apresentem débito cardíaco diminuído
  • Doenças valvulares cardíacas que condicionem a circulação sanguínea.Atualmente, a Oximetria Noturna pode ainda ajudar na monitorização:
  • De sintomas provocados por sequelas de COVID-19 que apresentem queixas após a alta clínica
  • Da eficácia de terapia de oxigénio.

Nota ainda para que, no caso dos lactentes (o sensor é colocado no dedo grande do pé), a oximetria noturna poder ainda ajudar a detetar determinadas doenças congénitas que possam interferir na normal concentração de oxigénio no sangue.

 

Alguns cuidados antes do exame

É muito importante que o paciente não fume pelo menos duas horas antes da colocação do aparelho de modo a não deturpar as medições do oxímetro. Por outro lado, será recomendada a remoção de vernizes das unhas por representarem uma barreira à avaliação, uma vez que utilizam infravermelhos e, consequentemente, pode provocar erros na medição.
No dia do exame, o sensor é colocado no dedo e o oxímetro no pulso do paciente. O técnico de cardiopneumologia da Cintramédica programa o oxímetro para se ligar automaticamente no horário em que se for deitar. Durante a noite são lidas as concentrações de oxigénio no sangue e, no dia seguinte, devolve-se o aparelho, sendo reportadas quaisquer alterações nos valores. 

 

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