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A proteção solar contra as radiações ultravioleta (RUV) pode ir muito além da simples utilização de protetores solares. Por isso, sempre que aproveitar estes dias mais solarengos para desfrutar do sol, deve pensar mais em proteger-se do que em bronzear-se.

É sabido que os raios ultravioleta (UV) podem provocar danos irreparáveis na pele, destacando-se não só o envelhecimento prematuro, mas também o risco de cancro da pele. Aliás, a falta de proteção solar, sobretudo na infância e adolescência, além de consequências no imediato com queimaduras solares e escaldões, são, no longo prazo, precursoras de cancro da pele várias décadas depois.

Além de cumprirmos a regra de evitar o sol entre as 11h e as 17h, podemos levar connosco vários elementos que nos tragam proteção solar nas horas menos perigosas. Aqui apresentamos alguns exemplos para que neste verão possa desfrutar do sol em segurança.

 

Protetor solar

Indispensável para quem sai de casa nos dias em que as RUV estão mais elevadas.

Apesar de ser no verão que a maioria das pessoas está mais sensibilizada para a utilização do protetor solar, este cuidado deveria ser constante durante o resto do ano, uma vez que os níveis de RUV em Portugal podem ser elevados durante quase todo o ano (conheça o índice UV numa zona perto de si no site do IPMA).

O protetor solar deve ser aplicado (20 minutos antes da exposição solar) de forma generosa e em toda a pele, sem esquecer as mãos, pés, orelhas, lábios, ou o contorno dos olhos. Deve ser reforçada a aplicação de duas em duas horas mesmo que o protetor solar seja à prova de água.

O protetor solar deve ser escolhido de acordo com o fototipo (tipo de pele) de cada pessoa, não sendo aconselhável protetores solares com Fator de Proteção Solar (FPS) inferior a 30.

Também é recomendada a leitura do rótulo do protetor solar de modo a garantir que este é “mineral” e não “químico”, uma vez que este último absorve as RUV e o primeiro repele-a.

Realça-se ainda que o protetor solar dos adultos não é adequado às crianças.

 

Roupa protetora

No verão é comum usarmos roupa mais fresca, mas nem sempre os tecidos escolhidos são os que oferecem maior proteção solar. Quanto mais denso for o tecido menor será o espaço entre as fibras, logo maior será a proteção solar. Devem-se também evitar tecidos com elastano, uma fez que esse material aumenta o espaço entre as fibras.

A opção por roupa escura, apesar de aumentar a sensação de calor quando em contacto direto com o sol, tem a vantagem de absorver a RUV. O ideal será usar roupa com proteção UV cujas características podem ser ainda mais eficazes do que os protetores solares.

As crianças e pessoas com tipos de pele (fototipo) mais suscetíveis de queimaduras solares devem usar camisolas de manga comprida de modo a proteger os antebraços.

Por outro lado, é importante ter cuidado com a água, uma vez que os tecidos molhados oferecem menor proteção contra as RUV.

 

Chapéu de sol

É um adereço extremamente importante na proteção contra o sol. As preferências devem ir para os chapéus de aba larga que, além de protegerem o couro cabeludo, devem ainda proteger o rosto, orelhas e pescoço. Existem ainda modelos com proteção UV.

 

Óculos escuros

Nem só a pele é afetada pelas RUV. As pessoas que estejam expostas ao sol sem a proteção de óculos têm maior risco de vir a desenvolver cataratas de modo precoce, além dos efeitos de envelhecimento prematuro do cristalino (a lente natural do olho), tal como acontece com a pele. Por outro lado, a não utilização de óculos de sol, mesmo em dias mais enevoados mas de maior índice de UV, pode provocar comichão, lacrimejar ou inchaço das pálpebras. O ideal (e mesmo em crianças) é usar óculos de sol com proteção contra a radiação UVA e UVB.

 

Água para garantir a hidratação

É uma excelente medida para garantir a hidratação do corpo sobretudo quando estamos muito tempo na praia ou num ambiente de maior calor e exposição solar, o que favorece a transpiração e a perda de líquidos. Por outro lado, as pessoas que estejam a tomar medicação para controlar a hipertensão arterial estão mais suscetíveis à desidratação, fator que pode agravar os efeitos nefastos das RUV. Além da água, pode optar por sumos de fruta naturais ou tisanas sem adição de açúcar para garantir uma correta hidratação.

 

Uma merenda para o sol

A alimentação saudável é um fator transversal à saúde dos vários sistemas do corpo, incluindo a pele. No entanto, por si só não oferece proteção solar contra as RUV, apesar de existirem alguns alimentos saudáveis aos quais podemos dar primazia durante uma ida à praia ou para levarmos connosco num passeio.

As frutas ricas em vitamina C, como o quivi (cinco vezes mais rico em vitamina C do que a laranja), têm um efeito atenuante dos efeitos das RUV na pele devido às suas propriedades antioxidantes. Também ricas em antioxidantes, as uvas podem prevenir os danos provocados nas células pelos radicais livres. Por outro lado, nozes e abacate são ricos em ácidos gordos que ajudam a reparar as células da epiderme.

 

Se tiver um escaldão grave, procure um especialista

Apesar de todos os cuidados, podem acontecer distrações e, com facilidade, surgem as queimaduras e os eritemas solares (escaldões). Não desvalorize o seu impacto, sobretudo se tiver manchas suspeitas na pele.
Se necessitar entre em contacto com a Cintramédica e marque a sua Consulta de Dermatologia. Mais vale prevenir do que remediar.

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